Dezoito anos depois de traduzir, produzir e atuar na montagem paulista da peça Pobre Super Homem, do canadense Brad Fraser, o ator e diretor Marco Antônio Pâmio – vencedor do prêmio APCA 2014 pela direção da peça Assim É (Se lhe parece) – volta a montar uma obra desse dramaturgo no mesmo palco.
Trata-se de Cobra na Geladeira, que estreia na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo (CCSP), no dia 3 de agosto. Em cartaz até 16 de setembro, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h.
Inédito no Brasil, o texto relata a vida e relações de nove personagens, a maioria deles vivendo em uma casa antiga e misteriosa caindo aos pedaços, que serve como república. Produto do mundo contemporâneo, brutalmente desumanizado e dominado pelo consumismo, eles beiram o universo da vida noturna e da indústria do sexo, através de comportamentos insanos e descontrolados.
A partir de temas como o consumismo descontrolado, a dependência química, a autocobrança dos jovens para corresponder às exigências sociais, o uso da internet na propagação de conteúdo adulto, o racismo, o abuso sexual, entre outros, o texto traça um panorama ácido e ao mesmo tempo bem-humorado sobre a sociedade contemporânea e seus valores em transformação.
A encenação explora a linguagem cinematográfica, assim como o texto original, para dar conta das mais de 100 cenas de Fraser, que têm rápidos saltos no tempo/espaço, cortes secos e diálogos curtos, diretos e sarcásticos.
Outra característica da obra é sua capacidade de deixar a plateia ser conduzida por uma espécie de montanha russa, ao percorrer caminhos eletrizantes e sem chance de volta no seu percurso tortuoso. O objetivo é fazer com que o espectador se sinta dentro da Casa, que pode ser considerada a protagonista da peça, onde habitam e convivem esses personagens.“Minhas peças são sobre pessoas que estão tentando criar famílias e sobre a grande dificuldade de se fazer isso”, diz Fraser. Vale citar que a “cobra na geladeira” do título também se torna uma habitante da Casa e elemento-chave da história.
Com poucos elementos realistas no cenário, a montagem privilegia o trabalho do ator, à medida que todas as decisões e emoções acontecem no próprio texto. Já a iluminação tem a proposta de marcar as transições de lugar e de tempo em cada cena.
Sem temer provocar progressistas ou conservadores, a peça não se perde emsentimentalismos e relata pessoas solitárias na sua busca desesperada por alguma forma de afeto.
SOBRE BRAD FRASER
Considerado um nome importante na dramaturgia mundial, o canadense Brad Fraser é conhecido por trazer em suas peças uma visão ao mesmo tempo dura e cômica da vida contemporânea. Seu teatro flerta com a linguagem cinematográfica, ao trazer diálogos ácidos, diretos e rápidos e não respeitar as famosas unidadesdeespaço/tempo/ação.
Segundo sua própria definição, seus personagens têm em comum o exercício pessoal de tentar se encaixar na sociedade em que vivem: sociedades industrializadas, assépticas, destituídas de noções comunitárias e brutalmente desumanizadas. Por trás da nova velha ordem econômica, erguida nos velozes anos 90, a exclusão material faz par com a exclusão do afeto.
Algumas de suas obras são “Wolfboy” (1981), “Amor e Restos Humanos” (1989), “Pobre Super Homem” (1994), “Martin Yesterday” (1998), “The Ugly Man” (1994), “Cold Meat Party” (2003), “True Love Lies” (2009), “Five @ Fifty” (2012) e “Kill Me Now” (2015).
SOBRE MARCO ANTÔNIO PÂMIO
Com mais de 30 anos de carreira, o ator e diretor Marco Antônio Pâmio estudou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) e no Drama Studio London, na Inglaterra. Logo em sua estreia nos palcos, ao atuar na peça “Romeu e Julieta” (1984), de William Shakespeare, com direção de Antunes Filho, recebeu o prêmio APCA na categoria “ator-revelação” no papel de Romeu.
Pâmio foi agraciado com esse prêmio em outras duas ocasiões: em 2006, pela atuação em “Edmond”, de David Mamet; e em 2014, pela direção de “Assim É (Se lhe Parece)”, de Luigi Pirandello. Ele também já foi indicado pela crítica aos prêmios Shell, Aplauso Brasil e Mambembe nas categorias de melhor ator e diretor.
Alguns de seus trabalhos mais recentes como diretor são “A Profissão da Sra. Warren” (2018), de Bernard Shaw; “Baixa Terapia” (2017), de Matías Del Federico;
“Noites Sem Fim” (2016), de Chloë Moss; “Playground” (2016), de Rajiv Joseph; “Consertando Frank” (2015), de Ken Hanes; e “Propriedades Condenadas” (2014), de Tennessee Williams.
Como ator, seus trabalhos mais recentes foram “Céus” (2017-2018), de Wajdi Mouawad; “Troilo e Créssida” (2016), de William Shakespeare; “Repertório Shakespeare: Medida por Medida e Macbeth” (2015-2016) e “A Língua em Pedaços” (2016), de Juan Mayorga. Atualmente está em cartaz em “A Noite de 16 de Janeiro”, de Ayn Rand, dirigido por Jô Soares.
SINOPSE
Inédita no Brasil, a peça de Brad Fraser mistura a vida contemporânea com um clássico mistério de uma casa mal assombrada. A história relata a vida de jovens que dividem uma república em algum lugar underground de uma grande metrópole. Em um universo cercado pela indústria do sexo, dependência química e consumismo desenfreado, os personagens tentam sobreviver e se adequar às exigências sociais.
Ficha técnica
Autor: Brad Fraser
Tradução e Direção: Marco Antônio Pâmio
Elenco / Personagem:
Esdras de Lúcia - Tony
Felipe Hofstatter - Charles
Gustavo Moura- Adrian
Juliane Arguello - Dany
Lui Vizotto – Gabriel / Christian
Marina Possebon - Keila
Regina Maria Remencius - Vivian
Rodrigo Basso - Eric
Tailine Ribeiro - Sarah
Assistente de direção: Gonzaga Pedrosa
Cenografia: Duda Arruk
Execução cenográfica: FCR- Produções Artísticas ltda
Supervisão cenográfica: Luis Rossi
Figurino: Fábio Namatame
Luz: Wagner Antônio
Fotos: Gal Oppido
Programação Visual: Gal Oppido Fotografia e Comunicação
Trilha Sonora: Marco Antônio Pâmio
Música Incidental Original: Ricardo Severo e Rafael Thomazini
Produção Musical: Several Sounds
Preparação Vocal: Lui Vizotto
Operação de Som: Rafael Thomazini
Assistente e Operação de Luz: Douglas de Amorim
Produção: Valentina Produções
Coordenação de Produção: Taís Somaio
Co-Produção: Gustavo Moura
Assistente de Produção: Tainá Somaio
Assistente de Figurino: Juliano Lopes
Estagiário de Iluminação: Gustavo Viana
Contrarregras: Eder Soarez e Lidio Soares
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
SERVIÇO Cobra na Geladeira, de Brad Fraser
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000, Liberdade.
Temporada: de 3 de agosto a 16 de setembro
Às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h
Ingressos:R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 120 minutosTexto inédito no Brasil, peça Cobra na Geladeira, do canadense Brad Fraser, estreia em agosto no CCSP
Texto inédito no Brasil, peça Cobra na Geladeira, do canadense Brad Fraser, estreia em agosto no CCSP

Dezoito anos depois de traduzir, produzir e atuar na montagem paulista da peça Pobre Super Homem, do canadense Brad Fraser, o ator e diretor Marco Antônio Pâmio – vencedor do prêmio APCA 2014 pela direção da peça Assim É (Se lhe parece) – volta a montar uma obra desse dramaturgo no mesmo palco.
Trata-se de Cobra na Geladeira, que estreia na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo (CCSP), no dia 3 de agosto. Em cartaz até 16 de setembro, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h.
Inédito no Brasil, o texto relata a vida e relações de nove personagens, a maioria deles vivendo em uma casa antiga e misteriosa caindo aos pedaços, que serve como república. Produto do mundo contemporâneo, brutalmente desumanizado e dominado pelo consumismo, eles beiram o universo da vida noturna e da indústria do sexo, através de comportamentos insanos e descontrolados.
A partir de temas como o consumismo descontrolado, a dependência química, a autocobrança dos jovens para corresponder às exigências sociais, o uso da internet na propagação de conteúdo adulto, o racismo, o abuso sexual, entre outros, o texto traça um panorama ácido e ao mesmo tempo bem-humorado sobre a sociedade contemporânea e seus valores em transformação.
A encenação explora a linguagem cinematográfica, assim como o texto original, para dar conta das mais de 100 cenas de Fraser, que têm rápidos saltos no tempo/espaço, cortes secos e diálogos curtos, diretos e sarcásticos.
Outra característica da obra é sua capacidade de deixar a plateia ser conduzida por uma espécie de montanha russa, ao percorrer caminhos eletrizantes e sem chance de volta no seu percurso tortuoso. O objetivo é fazer com que o espectador se sinta dentro da Casa, que pode ser considerada a protagonista da peça, onde habitam e convivem esses personagens.“Minhas peças são sobre pessoas que estão tentando criar famílias e sobre a grande dificuldade de se fazer isso”, diz Fraser. Vale citar que a “cobra na geladeira” do título também se torna uma habitante da Casa e elemento-chave da história.
Com poucos elementos realistas no cenário, a montagem privilegia o trabalho do ator, à medida que todas as decisões e emoções acontecem no próprio texto. Já a iluminação tem a proposta de marcar as transições de lugar e de tempo em cada cena.
Sem temer provocar progressistas ou conservadores, a peça não se perde emsentimentalismos e relata pessoas solitárias na sua busca desesperada por alguma forma de afeto.
SOBRE BRAD FRASER
Considerado um nome importante na dramaturgia mundial, o canadense Brad Fraser é conhecido por trazer em suas peças uma visão ao mesmo tempo dura e cômica da vida contemporânea. Seu teatro flerta com a linguagem cinematográfica, ao trazer diálogos ácidos, diretos e rápidos e não respeitar as famosas unidadesdeespaço/tempo/ação.
Segundo sua própria definição, seus personagens têm em comum o exercício pessoal de tentar se encaixar na sociedade em que vivem: sociedades industrializadas, assépticas, destituídas de noções comunitárias e brutalmente desumanizadas. Por trás da nova velha ordem econômica, erguida nos velozes anos 90, a exclusão material faz par com a exclusão do afeto.
Algumas de suas obras são “Wolfboy” (1981), “Amor e Restos Humanos” (1989), “Pobre Super Homem” (1994), “Martin Yesterday” (1998), “The Ugly Man” (1994), “Cold Meat Party” (2003), “True Love Lies” (2009), “Five @ Fifty” (2012) e “Kill Me Now” (2015).
SOBRE MARCO ANTÔNIO PÂMIO
Com mais de 30 anos de carreira, o ator e diretor Marco Antônio Pâmio estudou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) e no Drama Studio London, na Inglaterra. Logo em sua estreia nos palcos, ao atuar na peça “Romeu e Julieta” (1984), de William Shakespeare, com direção de Antunes Filho, recebeu o prêmio APCA na categoria “ator-revelação” no papel de Romeu.
Pâmio foi agraciado com esse prêmio em outras duas ocasiões: em 2006, pela atuação em “Edmond”, de David Mamet; e em 2014, pela direção de “Assim É (Se lhe Parece)”, de Luigi Pirandello. Ele também já foi indicado pela crítica aos prêmios Shell, Aplauso Brasil e Mambembe nas categorias de melhor ator e diretor.
Alguns de seus trabalhos mais recentes como diretor são “A Profissão da Sra. Warren” (2018), de Bernard Shaw; “Baixa Terapia” (2017), de Matías Del Federico;
“Noites Sem Fim” (2016), de Chloë Moss; “Playground” (2016), de Rajiv Joseph; “Consertando Frank” (2015), de Ken Hanes; e “Propriedades Condenadas” (2014), de Tennessee Williams.
Como ator, seus trabalhos mais recentes foram “Céus” (2017-2018), de Wajdi Mouawad; “Troilo e Créssida” (2016), de William Shakespeare; “Repertório Shakespeare: Medida por Medida e Macbeth” (2015-2016) e “A Língua em Pedaços” (2016), de Juan Mayorga. Atualmente está em cartaz em “A Noite de 16 de Janeiro”, de Ayn Rand, dirigido por Jô Soares.
SINOPSE
Inédita no Brasil, a peça de Brad Fraser mistura a vida contemporânea com um clássico mistério de uma casa mal assombrada. A história relata a vida de jovens que dividem uma república em algum lugar underground de uma grande metrópole. Em um universo cercado pela indústria do sexo, dependência química e consumismo desenfreado, os personagens tentam sobreviver e se adequar às exigências sociais.
Ficha técnica
Autor: Brad Fraser
Tradução e Direção: Marco Antônio Pâmio
Elenco / Personagem:
Esdras de Lúcia - Tony
Felipe Hofstatter - Charles
Gustavo Moura- Adrian
Juliane Arguello - Dany
Lui Vizotto – Gabriel / Christian
Marina Possebon - Keila
Regina Maria Remencius - Vivian
Rodrigo Basso - Eric
Tailine Ribeiro - Sarah
Assistente de direção: Gonzaga Pedrosa
Cenografia: Duda Arruk
Execução cenográfica: FCR- Produções Artísticas ltda
Supervisão cenográfica: Luis Rossi
Figurino: Fábio Namatame
Luz: Wagner Antônio
Fotos: Gal Oppido
Programação Visual: Gal Oppido Fotografia e Comunicação
Trilha Sonora: Marco Antônio Pâmio
Música Incidental Original: Ricardo Severo e Rafael Thomazini
Produção Musical: Several Sounds
Preparação Vocal: Lui Vizotto
Operação de Som: Rafael Thomazini
Assistente e Operação de Luz: Douglas de Amorim
Produção: Valentina Produções
Coordenação de Produção: Taís Somaio
Co-Produção: Gustavo Moura
Assistente de Produção: Tainá Somaio
Assistente de Figurino: Juliano Lopes
Estagiário de Iluminação: Gustavo Viana
Contrarregras: Eder Soarez e Lidio Soares
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
SERVIÇO Cobra na Geladeira, de Brad Fraser
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho – Rua Vergueiro, 1000, Liberdade.
Temporada: de 3 de agosto a 16 de setembro
Às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h
Ingressos:R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 120 minutosConversa
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